segunda-feira, 15 de junho de 2009

Luis Carlos Borges

Evermess

Só uma coisa não há:
e esta é o olvido.
Deus, que salva o metal, e salva a escória,cifra em
Sua profética memóriaas luas que serão e as que têm sido.
Já tudo fica.
A seqüência infinitade imagens que entre a aurora e o fim do dia
teu rosto nos espelhos depositae essas que irá deixando todavia.
E tudo é só uma parte do diverso
cristal desta memória:
o universo.
Não têm fim os seus árduos corredores,
e se fecham as portas ao passares;
e só quando na noite penetrares,
do Arquétipo verás os esplendores.

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