quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CARTÃO VERMELHO



Cartão Vermelho


Após o bardo do senador Eduardo Suplicy ter soltado o verbo, ele ataca novamente com essa história de cartão vermelho... Acredite isso não é piada.
Aonde vamos parar com este nosso senado???

Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Heráclito Fortes (DEM-PI) protagonizaram um bate-boca de cerca de 20 minutos no Senado nesta terça-feira (25) após o petista pedir a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) da presidência da Casa. Da tribuna do Senado, Suplicy deu “cartão vermelho” a Sarney e a Heráclito. O primeiro secretário da Mesa Diretora rebateu, dizendo que ele deveria dar cartão vermelho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O melhor passo para a saúde do Senado e do próprio Sarney é simbolizado neste cartão vermelho. Que ele deixe a presidência do Senado permitindo que o Senado volte aos seus trabalhos normais”



Quem é ...


Eduardo Matarazzo Suplicy (São Paulo, 21 de junho de 1941) é um economista, professor e político brasileiro.

Na política

Em 1978, Eduardo Suplicy foi eleito deputado estadual pelo antigo MDB. Em 1982, foi eleito deputado federal pelo então recém-criado PT, tendo ajudado a fundar o novo partido. Candidatou-se à prefeito de São Paulo em 1985 (perdeu para Jânio Quadros) e em 1992 (vencido por Paulo Maluf) e a governador em 1986 (superado por Orestes Quércia). Foi o mais votado vereador de São Paulo nas eleições de 1988, ocupando o cargo de presidente da Câmara Municipal.
Suplicy ocupa o posto de senador por São Paulo desde 1991 (em todas as vezes eleito pelo PT), completando em 2006 dezesseis anos de legislatura, posto pelo qual ele é mais conhecido e com o qual normalmente ele é mais identificado. Desde o início de seu primeiro mandato, defende a implementação de um programa de transferência de renda conhecido como Renda básica de cidadania, o qual garantiria a todos os cidadãos do país o direito a uma renda igualitária e incondicional. Esta renda teria como objetivo garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos. Aprovada em 2004, a Lei 10.835, que instituiu a Renda Mínima ainda carece de regulamentação. Em seu livro intitulado Renda de Cidadania - A saída é pela porta, Suplicy relata sua trajetória política junto ao PT e demonstra como a Renda Básica de Cidadania apresenta vantagens diante todos os programas de transferência de renda.
Em 2002, disputou as prévias internas do PT para ser o candidato do partido à Presidência da República, perdendo por mais de 80% para Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, desde as primeiras eleições diretas desde a redemocratização do país, esta era a primeira vez que Lula precisou disputar prévias para sair candidato pela legenda.
Em 2003, quando um grupo de deputados federais e senadores do PT (a maioria fundadores do partido), liderados pela senadora de Alagoas Heloísa Helena e composto pelos deputados Babá e Luciana Genro foi expulso do partido, por serem contrários aos caminhos por ele tomados, Suplicy foi um dos seus poucos filiados notórios que defendeu publicamente os dissidentes, o que provocou a ira de outros dirigentes do PT, como José Dirceu e o risco de não ser mais candidato ao senado numa próxima legislatura. Este grupo de dissidentes viria mais tarde a fundar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
Em 2005, quando foi passado um abaixo-assinado no Senado para a formação de uma CPI que acabaria por desvendar esquemas de corrupção presentes no governo Lula, Suplicy chegou a chorar quando assinou a lista, provocando conflito com outras alas e facções do partido.
Em 2009, diante da crise que ocupou o Senado com o arquivamento das onze denúncias contra José Sarney o Senador Eduardo Suplicy teve atuação forte, chegando a pedir explicação do presidente da casa em plenário e mostrando a ele um cartão vermelho simbólico, pedindo sua expulsão.

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