Rotisseria
Arriar todas os estandartes rotos e puídos
Erguidos por aqueles que deram a cara a tapa antes de nós!
A meio-pau com as bandeiras da poesia social hipócrita,
Escritas por bichas velhas em seu flats em Copacabana!
A meio-pau com as flâmulas da liberdade formal concretista,
Acabar com a poesia arte plástica, poesia é a arte da palavra, porra!
A meio-pau! Bandeiras a meio-pau!
Fazer poesia como quem tece constelações,
Com todo o cuidado de um deus maçon, arquiteto de universos.
Construir versos com a certeza da responsabilidade histórica
Em representar toda uma geração aleijada pelo consumo,
Pelo egoísmo, pela promiscuidade niilista, manada ignara!
Isso é o que somos nós, manada ignara que marcha para o brejo
Cheia de falsa dignidade e vazia de propósitos!
Somos aqueles que ousam levantar a cabeça!
Somos os porta-estandartes de mastros ainda sem flâmula!
Menos estrangeiros no lugar que no momento,
Devemos – é mister que façamos – é imperioso que construamos
Uma nova velha estética, uma poesia que se respeite!
Chega de borboletas na janela, de caminho de violetas,
Chega desses saraus medíocres, malditos,
Reunindo pseudo-intelectuais babões e madames com caras de idiota
Procurando sentido em suas vidas fúteis e prostituídas.
Basta dessa babação de ovo modernista, morte aos Andrade!
Morte aos Andrade, às Lispectors, aos Bandeiras!
A meio-pau com todos os Bandeiras!
Meio-pau!
domingo, 23 de agosto de 2009
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